top of page

01/10 é Dia Internacional do Café. Mas de que café estamos falando?

1 de out.
2 min de leitura


Dia Internacional do Café

Em uma região onde o café faz parte da paisagem há gerações, uma xícara pode contar uma história bem maior do que parece.


Dia Internacional do café

Dia 1º de outubro, o café ganha um dia inteiro para ele.

É uma boa desculpa para passar um café.

Mas também é uma boa oportunidade para olhar para ele com um pouco mais de atenção.

Porque, quando falamos em café, estamos falando de coisas muito diferentes.

Existe o café que acorda a casa de manhã. O café passado depois do almoço. O café servido na padaria, na reunião, na conversa com um amigo.

Existe o café produzido em grandes volumes, o café especial, o café de origem conhecida, o café torrado artesanalmente.

E existe o café que nasce aqui.

Na região de Espírito Santo do Pinhal, a cafeicultura faz parte da paisagem e da história. A produção ganhou uma Indicação Geográfica própria e acontece em uma área de montanha, com características de altitude, clima e solo que participam da formação desses cafés.

Mas uma coisa é saber disso.

Outra é perceber o que existe dentro da xícara.

Durante muito tempo, café foi tratado como uma coisa só.

Café era café.

Hoje começamos a falar de variedade, altitude, processamento, torra, aroma, acidez, doçura, corpo.

Parece complicado.

Não precisa ser.

É apenas uma maneira de prestar atenção.

O café que passou por uma secagem diferente pode apresentar características diferentes daquele que recebeu outro tratamento depois da colheita.

A variedade escolhida pelo produtor interfere.

O ponto de torra interfere.

A forma de preparar interfere.

Até a água que usamos pode mudar o resultado.

A mesma região pode produzir cafés muito diferentes entre si.

E isso muda também a relação que temos com o produto.

Quando sabemos de onde veio o café, quem produziu, como ele foi beneficiado e torrado, aquela xícara deixa de ser anônima.

Não precisa conhecer todos os termos técnicos.

Basta começar por uma pergunta:

de onde veio esse café?

Essa pergunta abre uma estrada.

Leva para a lavoura, para as variedades plantadas, para o trabalho da colheita, para os processos de pós-colheita, para a torra e, finalmente, para quem prepara a bebida.

É uma estrada que passa pela história da região.

E que também aponta para o futuro.

Porque o café produzido na Mantiqueira já não precisa ser visto somente como matéria-prima.

Ele pode ser experiência.

Pode ser conhecimento.

Pode ser turismo.

Pode ser encontro.

Pode ser uma forma de conhecer o lugar onde estamos.

Talvez seja por isso que o Dia Internacional do Café seja uma boa data para fazer uma pergunta diferente.

Não “você gosta de café?”

Isso quase todo mundo sabe responder.

A pergunta é:

você conhece o café que está tomando?

Hoje pode ser um bom dia para descobrir.

Comentários


Onde na Cidade

Grupo Urus - Cnpj 42.373.534/0001-03

©2024/ 2026 by GRUPO URUS

bottom of page